“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, ria, dance, chore e viva intensamente cada momento da sua vida antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
Charles Chaplin
Depois de alguns anos na estrada aprendemos que a vida passa… e passa numa velocidade imensa. Ontem éramos meninos e meninas, brincando nos campos de centeio, cabelos ao vento, pés descalços e empoeirados, horizontes descortinados… Éramos felizes e não sabíamos, quanto menos tínhamos na bagagem, mais livres e soltos viajávamos. Mas fomos aprendendo e ficamos crescidos… grandes! O mundo das coisas substuiu o das pessoas, infantil e inocente!
Agora temos agendas apertadas, tempos acelerados. A pressa engoliu-nos a todos! Voamos para a terra de ninguém, onde o que vale é o capital, o ter, o ostentar… Brincar ficou para trás! Não temos tempo pra estas coisas banais e infantis. Afinal elas não geram dinheiro, não pagam contas. Neste contexto não se lembra do afeto, do carinho, do abraço, do beijo desinteressado.
Até aqueles que nos são caros: cônjuges e filhos, são relegados a planos inferiores. Somos importantes demais para afagarmos um pirralho, beijarmos uma filha, desacelerármos e renovarmos a existência…
Fica aqui o meu alerta em forma de perguntas:
1- O que de fato vale na vida?
2- Quais são as coisas mais importantes nesta dimensão da existência?
3- Quanto vale uma filha prostituída, um filho drogado, um casamento esfacelado?
4- Será que os bens conseguidos, em detrimento das pessoas que amamos, valem o seu preço?
Reflita no conselho de Chaplin, exposto acima em forma de poesia, e redirecione a sua vida, “antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
* Eufrázio Araújo
É escritor, teólogo, capelão empresarial, pesquisador do comportamento humano,
conferencista nas áreas de família e desenvolvimento humano no mundo corporativo.













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