Na semana em que a Grécia ansiou por mentes brilhantes como tinha em 500 a.C. a republiqueta de bananas Brasil despertou seu lado ‘Banana’, mesmo com um discurso mais duro de ‘Minha Casa, Minha Dilma’, e vai sendo enxovalhada por mentes que se pensam brilhantes. Essa bagunça, em que se transformou ao longo dos tempos o sistema policial tupiniquim, com aparelhos estaduais que pelo visto só se comunicam pro mal, ou pro bem deles mesmos, e nem quero falar da excrescência de uma guarda municipal – que se proliferou republiqueta a fora, porque estamos comentando sobre organizações tradicionais, sérias e com história pra contar.
Os policiais fazem a festa e os gatunos saem pra fazer o carnaval. Só que no caso do Rio é tranquilidade total, afinal os gatunos é que sempre promoveram a festa. Mas só quem estava desligado da Bahia não sabia que a violência havia atingido índices alarmantes nos últimos tempos, fazendo a ‘boa terra’ quase virar um Pernambuco. Agora com a greve da polícia carioca ladrões e gente sem caráter vai poder transitar com mais segurança na Rio-Bahia. E apareceu mau-caráter de todo tipo: de neófitos a anciãos, até Garotinhos velhacos, ou seria um velhaco Garotinho? Agora é esperar, dentro de casa de preferência, torcendo pra que tudo se resolva. Mas se dependermos de uma cidadã, que se queixa de ser deputada do PSOL carioca – esse partido é o PT da década de 1970, cheio de aproveitadores dispostos a serem fotografados levando um murro da tropa de elite da polícia pra virarem deputado federal 15 anos depois, e temos exemplos aqui mesmo na Veneza Brasileira, então, essa cidadã quer mesmo o martírio do povo baiano pra se promover no Rio de Janeiro.
Mas entre uma e outra privatização de aeroporto, que no linguajar de alguns cooptados pelo sistema que sentem arrepios só de pensar que construíram um imenso telhado do mais puro, fino e leve cristal, virou concessão, é engraçado a gente ver como, diferentemente de outros países, principalmente no mundo desenvolvido, aqui a gente quer ideologizar tudo, até aumento de passagem de ônibus.
E quanto à construção sempre frágil de um poder corrompido que se esquece do passado, o que dizer dessa reportagem de jornal, que me foi enviada pelo meu nobre amigo Bira Dias, capturada do blog do jornalista Augusto Nunes? Manchete: “JAQUES WAGNER ADERIU À GREVE DA PM”, seguida do texto que reproduzo:
“Em primeiro lugar, solidarizo-me com nossos conterrâneos da Polícia Militar do Estado da Bahia, que há aproximadamente dez dias vêm se movimentando juntamente com seus familiares, particularmente as esposas, numa justa reivindicação por melhorias salariais. Infelizmente, a impermeabilidade do Governador do Estado fez com que o Comando da Polícia Militar punisse cerca de 110 militares. É absolutamente pertinente que a corporação dos policiais militares, que devem estar a serviço do conjunto da sociedade e não simplesmente se comportar como um viés, como uma matiz da política local, reivindique melhorias salariais. Reitero apelo que fiz, através de telegrama enviado ao General Comandante da Polícia Militar baiana, no sentido de que perceba a justeza das reivindicações dos seus comandados ao considerar que, para o exercício da profissão, necessitam de melhores soldos. Acho um absurdo o atual vencimento dos agentes da Polícia Militar da Bahia, bem como o dos oficiais. Entendo que aqueles que têm por tarefa a manutenção da ordem pública precisam ter uma remuneração condizente com o risco de vida a que se expõem todos os dias. Por isso, registro minha solidariedade aos 110 oficiais e policiais militares já punidos e reitero veementemente meu apelo ao Comando da Polícia Militar para que, em vez de simplesmente seguir as ordens do Governador do Estado da Bahia, sempre impermeável às reivindicações do funcionalismo do nosso Estado, tente sensibilizar o Executivo do nosso Estado no sentido de que sejam atendidas as reivindicações das esposas dos militares que, na verdade, estão indo às ruas porque não têm como comprar alimentos para a família”.
Detalhe da fina ironia que presenciamos atualmente, e encerro com a finalização do jornalista: “Esse pronunciamento, capturado pelo articulista no Diário do Congresso Nacional, foi feito na Câmara dos Deputados em setembro de 1992, quando o vibrante parlamentar do PT nem imaginava que os eleitores da Bahia um dia cometeriam a insanidade de transformá-lo em governador.”
Quem aguenta mais esse discurso desgastado da esquerda que não existe mais, e da direita que se extinguiu faz 10 anos? Se não for a hora de pensarmos na republiqueta e nas terríveis surpresas com que poderemos nos deparar em muito pouco tempo, que solapariam o projeto de futuro que se vem construindo com muito sacrifício desde 1994, não sei com o que ocuparemos nossas mentes carregadas. Não dá pra contar muito com os atores corrompidos desse sistema de poderes atual: temos instituições brilhantes operadas por mãos sujas, e fiscalizadas por gente comprometida com quem os indicou pra viverem em ilhas da fantasia até morrerem e irem pro, bem, desejar o inferno seria anular o sangue de Cristo derramado na Cruz, pra algum lugar!
Então ficou decidido assim: enquanto a Federação Pernambucana de Futebol quer aplicar, aos juízes corruptos e ladrões do seu conselho arbitral, a mesma regra aplicada pelo estado tupiniquim aos seus magistrados: não haverá mais condenações, assim como nossos magistrados são mandados pra casa a fim de curtirem a vida com suas gordas aposentadorias, nossos pobres árbitros seriam apenas afastados e continuariam recebendo pelos jogos que não apitaram, eu vou é ficando por aqui antes que receba algum cartão amarelo!
É isso aí pessoal. A gente se encontra na próxima, ou na glória. Maranata!
* Adilton Andrade
é presbítero da Igreja Presbiteriana das Graças.













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